Sábado e domingo no Rio, mais precisamente em Niterói. Nem o inferno estava tão quente. O destino certo: praia, claro. Eu sou apaixonada por Itacoatiara, uma das praias oceânicas de Niterói. Essa praia é pequena, linda, limpa, tem uma pedra enorme onde você pode subir, caminhar e apreciar o mar. É algo que eu amo fazer, e ali a vista é linda. Tudo seria lindo, não fosse a volta dessa praia para a casa de meu digníssimo namorado. Vamos de ônibus e eles estão sempre cheios. Sábado decidimos pegar o ônibus e ir até o ponto final, na praia de Itaipu, para fugirmos da muvuca da volta da praia às 6 da tarde.
Itacoatiara e Itaipu são próximas, mas o público de ambas são completamente distintos. A primeira é tranquila, não há alto-falantes nem quiosques, é algo mais, er... de raiz. Ainda que a chamem de "praia dos playboys", é o tipo de praia que eu gosto. Pela tranquilidade. Itaipu tem a orla bem maior, acesso mais fácil e é ponto final de algumas linhas de ônibus. Ou seja, é bem popular. BEM popular. Incrivelmente popular. Daquele popular em que o funk está nos alto-falantes, as meninas usam "pílsim" de pingente pendurados nas barriguinhas um tanto quanto proeminentes e as pessoas, no geral, são "loud". LOUD. MUITO LOUD. Eu tenho muita aflição de quem fala gritando, ainda mais dentro do ônibus, que é um ambiente fechado e pequeno. É um tal de "JÉFISSO VEM PRA FRENTE" ou "LUZILENE SENTA AQUI", sendo que Jefferson e Luzilene estão ali, pertinho.
Sábado a experiência que tive voltando de Itacoatiara e passando por Itaipu foi daquelas realmente marcantes. Primeiro que a entrada de Itaipu é um descampado enorme, cheio de ônibus e filas. Filas intermináveis de pessoas pra embarcarem. Nós estávamos já dentro do ônibus, então permanecemos sentados. Quando as primeiras pessoas entraram, correram pros assentos reservados aos idosos e deficientes gritando "EU nÃO VOU LEVANTAR, PODE PEDIR QUEM FOR QUE EU NÃO LEVANTO". Eram duas crianças. Seguidas dos pais, que diziam "É ISSO AÌ, PODE SER VELHO E O QUE FOR, VOCÊS NÃO LEVANTAM". Classe, né. Eu sou contra a reprodução humana nesses casos, mas não adianta. Os sem-educação se reproduzem, muito. E passam a falta de educação de geração pra geração.
O ônibus lotou, muito. Em Niterói, todos os pontos de ônibus têm um fiscal. Ou seja, se o motorista passar pelo ponto direto, sem parar, deve levar a maior carcada. Então todos param, a não ser que Newton se materialize dizendo que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Nosso ônibus estava cheio, mas ainda cabiam pessoas penduradas nas janelas, então o motorista parava em todos os pontos. Eu entendo, ele TEM que parar. É a obrigação dele. Mas o populacho não entende. Jamais. E muitas, muitas pessoas no ônibus começaram um coro super animado dizendo que iam comer o cu do cobrador, o cu do motorista, e por aí afora. Niterói também tem muitos morros e muitas curvas, e avenidas estreitas em muitas partes. Se o motorista corre, pode bater - e com certeza vai bater. A direção não pode ser tão selvagem, embora, ao meu ver, ainda o seja. Mas não para a patuléia daquele fatídico ônibus. Porque a turba começou a gritar, além da musiquinha linda sobre o destino anal do motorista, "VAI MOTORISTA FILHO DA P...", "CORRE DESGRAÇADO CORNO, TÁ ACHANDO QUE ISSO È PASSEIO?".
Meu rosto foi se contorcendo de dor, susto, indignação. Fiquei, mesmo, com pena do motorista. Os xingamentos foram constantes, sem propósito algum e muito pesados. E, quando davam uma trégua nos xingamentos, faziam um coro de algum funk proibidão, batendo no teto e nas laterais do veículo. Eu acho que todos têm direito a um transporte coletivo decente e eu SEI que em Niterói, no Rio ou aqui em São Paulo, isso está longe de acontecer. Mas NADA, absolutamente NADA justifica essa falta de educação. Pode vir pra cima de mim com discurso de que "eles não tiveram exemplo" ou "eles não tiveram educação", eu mando à merda. Sério. Eu nunca tive carro, eu sempre peguei ônibus e eu SEI o que é a realidade do transporte coletivo, não só aqui. E eu SEI o quanto as pessoas estão cada vez mais mal-educadas e sem noção.
É por isso que eu detesto multidões e aglomerações de ceresumanos. Porque o aglomerado de ceresumanos não é um monte de indivíduos juntos, dividindo espaço. É, na verdade, um organismo só. E um organismo que se acha corajoso. E faz merdas, como xingar motoristas que só estão trabalhando, como ensinar aos filhos que não se deve ceder o lugar a quem o banco é de direito, como xingar uma menina na faculdade de "puta" porque ela foi à aula usando um vestido curto. A multidão tem sempre uma força única e coesa, e nunca para o bem. Toda vez que eu vejo uma multidão se manifestar, é para agredir, xingar, impor suas merdas de músicas ruins aos ouvidos de quem está quieto.
Falta de oportunidades na vida nunca serão justificativa pra falta de educação. E e eu acho que o que mais falta nesse mundo, que está completamente virado do avesso, é educação. Basta raciocinar um pouco além. Basta observar mais. E você, mesmo que tenha nascido no meio de uma favela lá longe, saberá que xingar, gritar, barbarizar, nada disso te levará a nada. Só vai piorar o mundo que já não anda muito bem. Mas as pessoas sempre preferem o caminho torto. E assim, seguimos. Com idosos e grávidas sendo desrespeitados, com gente gritando em lugares públicos, com alunas sendo expulsas da universidade por "indecoro".
Que me desculpem os entusiastas, mas o povo brasileiro, na maioria, é bem pau no cu. E só.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Tem um episódio de "Friends" em que o Chandler e a Monica tentam descobrir quem é o pai biológico do bebê que eles vão adotar. A mãe biológica deles conta duas histórias, de dois homens completamente diferentes. Um deles é o capitão do time de futebol, sonho das meninas, muito bonito. O outro está na cadeia. Acusado de matar o pai com uma pá. Chandler e Monica passam a noite acordados, preocupados com a possibilidade do pai do bebê ser o assassino da pá. Aí a Monica fala que talvez não seja, talvez seja o jogador de futebol. E o Chandler responde:
- Honey, that's US. OF COURSE it's the shovel killer.
Isso resume minha vida. Eu sempre achei que fosse o "shovel killer". Afinal, sou eu. Alguém cuja história de vida daria, sim, um roteiro de filme do Almodóvar. E nem é exagero nem pretensão, é fato. Pode perguntar pra qualquer amigo meu.
Hoje eu tirei da gaveta uma história que estava guardada e que eu pretendia deixar lá para sempre. Mas, às vezes, não é o "shovel killer". Às vezes pode ser o atleta. Só é preciso coragem para ir atrás dos fatos. Os fatos vieram até mim, e agora eu só preciso encará-los, até o fim. Mesmo que doa. Mesmo que o "shovel killer" permaneça e eu tenha que guardá-lo novamente naquela gaveta. Mas não custa tentar.
- Honey, that's US. OF COURSE it's the shovel killer.
Isso resume minha vida. Eu sempre achei que fosse o "shovel killer". Afinal, sou eu. Alguém cuja história de vida daria, sim, um roteiro de filme do Almodóvar. E nem é exagero nem pretensão, é fato. Pode perguntar pra qualquer amigo meu.
Hoje eu tirei da gaveta uma história que estava guardada e que eu pretendia deixar lá para sempre. Mas, às vezes, não é o "shovel killer". Às vezes pode ser o atleta. Só é preciso coragem para ir atrás dos fatos. Os fatos vieram até mim, e agora eu só preciso encará-los, até o fim. Mesmo que doa. Mesmo que o "shovel killer" permaneça e eu tenha que guardá-lo novamente naquela gaveta. Mas não custa tentar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Trilha sonora do dia
Em "Três vezes amor" (a comédia romântica mais perfeita e fofa do mundo), Will Hayes começa dizendo que gosta de achar a trilha sonora perfeita para o dia. Música sempre ajuda. No tsunami que foi minha vida no ano passado, por exemplo, eu passei meses e meses sem ouvir nenhuma música triste. Nenhuma. Eu fugia de músicas melancólicas como o Cascão foge de água, como o Diabo foge da cruz, e assim por diante. Eu peguei pesadíssimo no universo pop e ouvia muitas músicas da Madonna, Britney Spears, Beyoncé e Justin Timberlake. Por meses, aliás, eu SÓ ouvia músicas deles. São animadas, me faziam sentir vontade de dançar e funcionavam quase como uma droga. Fosse eu só um pouquinho mais fraca, eu provavelmente teria me tornado uma usuária constante de maconha, mas como eu sou careta com algumas coisas, era a música pop que me fazia viajar para longe do inferno que eu vivia.
2009 chegou e tudo mudou. E aí minha trilha sonora pessoal pôde se abrir novamente, a todos os tipos de música. Não só mais pop no meu Ipod, embora muitos megabytes sejam dedicados aos "queridos" que me ajudaram a não enlouquecer (Madge, Brit, B. e Justinlicious, love you all). E agora eu poderia procurar a trilha sonora dos meus dias. Mas que música tornaria meus dias melhores? Não estou passando por nem um vinte avos de todo o drama do passado, mas parece que eu ainda me apego somente a músicas que possam me animar e me fazer pensar em dançar. E por que isso? Porque, a verdade, é que a minha cabeça está cheia, cheia de pontos de interrogação. Sabem quando você trabalha, trabalha e não chega a lugar nenhum? Mas você não vai mudar de profissão, porque você ama o que faz. Só que você, no meio de sua crise de identidade dos quase 31 anos, está cansada de pensar nos pontos positivos do que você faz simplesmente porque você tem que trabalhar MUITO, mas MUITO MESMO pra ter retorno. E esse retorno não tem incluído estudos. Eu sou nerd, eu amo estudar, eu amo uma sala de aula. Mas cadê? E esse retorno não te permitiu ir visitar os amigos que você ama e moram longe, lá na Dinamarca. E esse retorno ainda não te permitiu viajar pra Inglaterra. Nem pra França. Os dois países que você mais sonha na vida em conhecer. Sabem? Quando você faz, faz e parece que tudo acaba indo pro banco, ou pro cartão de crédito, ou pros restaurantes, já que você precisa se alimentar durante a semana e coisa e tal? Então.
Estou cansada. Fisicamente. Emocionalmente. Cansada de fazer e fazer e esperar que algo aconteça, mas nada muito concreto acontecer. E aí tudo me deixa triste. O fato de nunca ter ido a Glastonbury procurar por Avalon (desculpem, é um amor antigo esse que tenho pelo Rei Arthur e um sonho antigo procurar por Avalon, ainda que não faça sentido algum para vocês) me fez chorar ontem. Olha que ridículo. Pra quê sofrer por isso? Acho que só porque já estou chateada com tanta coisa séria que eu precisava de algo ridículo. Pra distrair. Comecei a tomar vitaminas pra ver se melhoro, mas estou a um passo de tomar Maracugina ou coisa que o valha. E, claro, tudo acaba virando cansaço físico. Em alguns dias como ontem eu tenho vontade de sair correndo e nunca mais voltar. Em alguns momentos São Paulo é a cidade mais opressora do mundo. Com esse trânsito interminável, esses dias cinza, com pessoas muito sem-educação que ouvem a porra da música do celular alta dentro da droga do ônibus. Que sempre demora. E, aliás, o sistema de transporte daqui é uma merda. A cereja do bolo realmente são as pessoas com SUAS trilhas sonoras pessoais querendo torná-las públicas. E eu odeio isso. Eu posso estar sem trilha sonora, mas não quero a dos outros.
Aí hoje eu deixei o iTunes no random e acabei ouvindo uma música que não ouvia desde 2006. Não sei por quê essa música sempre me tocou de alguma maneira. E eu ouvia-a repetidamente em 2006, na época em que fui ao show deles. E acho ue achei a minha trilha sonora pra esses dias cinzas e confusos. De crise de identidade aos quase 31 anos. E acho que essa música me faz pensar por causa dessa parte, em especial:
"Another day, another night, another year
Another smile, another lie, another tear
This better not be all I got
I never thought I'd end up here
Friday night I'll raise my glass and say
"Tomorrow things will change! I can't afford to wait."
But by Monday morning my alarm clock knows
How this story goes and the ending's the same as the start"
Será que a vida é mesmo somente essa sucessão de dúvidas, crises e trilhas sonoras que acompanhem tudo isso?
2009 chegou e tudo mudou. E aí minha trilha sonora pessoal pôde se abrir novamente, a todos os tipos de música. Não só mais pop no meu Ipod, embora muitos megabytes sejam dedicados aos "queridos" que me ajudaram a não enlouquecer (Madge, Brit, B. e Justinlicious, love you all). E agora eu poderia procurar a trilha sonora dos meus dias. Mas que música tornaria meus dias melhores? Não estou passando por nem um vinte avos de todo o drama do passado, mas parece que eu ainda me apego somente a músicas que possam me animar e me fazer pensar em dançar. E por que isso? Porque, a verdade, é que a minha cabeça está cheia, cheia de pontos de interrogação. Sabem quando você trabalha, trabalha e não chega a lugar nenhum? Mas você não vai mudar de profissão, porque você ama o que faz. Só que você, no meio de sua crise de identidade dos quase 31 anos, está cansada de pensar nos pontos positivos do que você faz simplesmente porque você tem que trabalhar MUITO, mas MUITO MESMO pra ter retorno. E esse retorno não tem incluído estudos. Eu sou nerd, eu amo estudar, eu amo uma sala de aula. Mas cadê? E esse retorno não te permitiu ir visitar os amigos que você ama e moram longe, lá na Dinamarca. E esse retorno ainda não te permitiu viajar pra Inglaterra. Nem pra França. Os dois países que você mais sonha na vida em conhecer. Sabem? Quando você faz, faz e parece que tudo acaba indo pro banco, ou pro cartão de crédito, ou pros restaurantes, já que você precisa se alimentar durante a semana e coisa e tal? Então.
Estou cansada. Fisicamente. Emocionalmente. Cansada de fazer e fazer e esperar que algo aconteça, mas nada muito concreto acontecer. E aí tudo me deixa triste. O fato de nunca ter ido a Glastonbury procurar por Avalon (desculpem, é um amor antigo esse que tenho pelo Rei Arthur e um sonho antigo procurar por Avalon, ainda que não faça sentido algum para vocês) me fez chorar ontem. Olha que ridículo. Pra quê sofrer por isso? Acho que só porque já estou chateada com tanta coisa séria que eu precisava de algo ridículo. Pra distrair. Comecei a tomar vitaminas pra ver se melhoro, mas estou a um passo de tomar Maracugina ou coisa que o valha. E, claro, tudo acaba virando cansaço físico. Em alguns dias como ontem eu tenho vontade de sair correndo e nunca mais voltar. Em alguns momentos São Paulo é a cidade mais opressora do mundo. Com esse trânsito interminável, esses dias cinza, com pessoas muito sem-educação que ouvem a porra da música do celular alta dentro da droga do ônibus. Que sempre demora. E, aliás, o sistema de transporte daqui é uma merda. A cereja do bolo realmente são as pessoas com SUAS trilhas sonoras pessoais querendo torná-las públicas. E eu odeio isso. Eu posso estar sem trilha sonora, mas não quero a dos outros.
Aí hoje eu deixei o iTunes no random e acabei ouvindo uma música que não ouvia desde 2006. Não sei por quê essa música sempre me tocou de alguma maneira. E eu ouvia-a repetidamente em 2006, na época em que fui ao show deles. E acho ue achei a minha trilha sonora pra esses dias cinzas e confusos. De crise de identidade aos quase 31 anos. E acho que essa música me faz pensar por causa dessa parte, em especial:
"Another day, another night, another year
Another smile, another lie, another tear
This better not be all I got
I never thought I'd end up here
Friday night I'll raise my glass and say
"Tomorrow things will change! I can't afford to wait."
But by Monday morning my alarm clock knows
How this story goes and the ending's the same as the start"
Será que a vida é mesmo somente essa sucessão de dúvidas, crises e trilhas sonoras que acompanhem tudo isso?
domingo, 4 de outubro de 2009
Quando a luz dos olhos meus...
E cá estou eu, quase curada. Já vejo o branco do meu olho direito, o olho esquerdo está desinchado e bem menos vermelho. Meu limite é que eu volte a trabalhar terça-feira - amanhã ainda não será possível. Se eu tiver que ficar mais alguns dias em casa, certeza que vou sair correndo pela rua, pelada, gritando que Jesus voltou. Não vi meu namorado, não tenho contato com pessoas além de minha mãe e meu irmão (que está tendo crise de rebeldia adolescente sem ser mais adolescente), não posso ler por muito tempo e só vejo meus seriados à noite, porque de dia a claridade cansa os olhos. A vida essa semana foi SUPER FUN, people. E, além de tudo, perdi minha aula de dança. E perderei amanhã. Mas nada disso importa porque estou melhorando de verdade. Minha visão fica meio turva às vezes, mas isso é normal, faz parte do processo de cura.
E foi assim que eu fiquei na semana passada:
Sloth chocolaaaaaate
(Dica úteis: Se algum dia você pegar conjuntivite viral, é essencial lavar as mãos com muita, muita frequencia; fazer compressas geladas várias vezes ao dia e trocar a fronha do seu travesseiro diariamente. Toalha, idem. Seu olho poderá inchar muito e não há muito o que fazer, pois o tratamento é pra aliviar os sintomas, não para combater a doença. O vírus precisa completar o ciclo, não tem jeito)
E foi assim que eu fiquei na semana passada:
Sloth chocolaaaaaateFicarei uns dois meses só de óculos, sem poder usar lentes, mas tá tudo beleza. Será difícil em dias de sol forte porque não conseguirei usar óculos escuros E normais ao mesmo tempo e muito provavelmente não poderei ir à praia nesse meio tempo, mas tá tuuudo beleza. Só quero minha vida normal e sem tempo pra nada de volta!
(Dica úteis: Se algum dia você pegar conjuntivite viral, é essencial lavar as mãos com muita, muita frequencia; fazer compressas geladas várias vezes ao dia e trocar a fronha do seu travesseiro diariamente. Toalha, idem. Seu olho poderá inchar muito e não há muito o que fazer, pois o tratamento é pra aliviar os sintomas, não para combater a doença. O vírus precisa completar o ciclo, não tem jeito)
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Glee
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Sloth vibes
Ainda não me decidi se pareço o Sloth ou o Quasímodo. Provavelmente uma mistura dos dois, o que não é nenhum pouco lisonjeiro. Hoje acordei, me olhei no espelho e chorei, de novo. É eu sei, eu tenho 30 anos na fuça, devia ser mais forte, bla bla bla. Mas, vou repetir: Sloth ou Quasímodo. Você também choraria, eu garanto. Chorar dói ainda mais o olho, mas é inevitável, ainda mais quando eu vi que o olho direito, que estava saudável, agora também está infectado. Chorava enquanto falava com meu namorado ao telefone: "Vou ficar cegaaaa, eu tenho medo de ficar cegaaaaa". Aí minha amiga/irmã me ligou e eu dizia, também chorando: "Tenho muito medo de ficar cegaaa, vou ficar cegaaa". É patético, mais patético ainda eu contar isso aqui, mas acho que quando eu estiver saudável novamente vou rir desse post, então vou escrevê-lo mesmo assim. Em nome de minha diversão daqui algum tempo.
Bem, eu não vou ficar cega. Todos já sabiam disso, é claro, mas, vejam bem: quando eu era criança e comecei a apresentar miopia/astigmatismo/etc, uma médica uma vez me disse: "temos que cuidar desses olhos, seria muito triste que olhos tão bonitos perdessem a visão, não é mesmo?". Pronto, estava aí instalada uma de minhas primeiras neuroses: a de que eu ficaria cega. Tem como me culpar? Claro que não, sou inocente, a culpa é toda da médica de minha infância. Pois bem, hoje voltei à oftalmologista, que é uma japonesa brava, a quem chamarei de Dra. Kamikase. Dra. Kamikase ficou alguns segundos me olhando fixamente esperando pela minha risada, que nunca veio, quando eu disse que tinha medo de ficar cega. Acho que ela realmente pensou que era uma brincadeira. Minha mãe, que estava comigo, morreu de vergonha. Agora era só o que me faltava: eu não poder falar pra minha médica meu medo relacionado à especialidade dela. Falo mesmo. Pelo menos ela me acalmou, garantindo que depois da conjuntivite viral podem haver sequelas, mas a cegueira certamente não é uma delas.
UFA.
Nem consigo expressar meu alívio, jemt. Só não abracei a Dra. Kamikase porque, antes, ela resolveu examinar minha pálpebra superior, a MAIS inchada, e virou a bichinha do lado avesso. As lágrimas de dor pulavam dos meus olhos. Saí da médica com minha mãe me amparando, acho que ela pensa que não estou enxerga do nada mesmo, e eu vi que as pessoas na rua passam por mim e ficam me encarando de uma maneira um pouco desagradável.
TÔ FEIA MESMO, VALHEU?
E, depois de saber que provavelmente terei mais UMA SEMANA enfiada dentro de casa e que nem meu namorado eu poderei ver nesse fim-de-semana, eu quero mais é que a Pollyana que eu mencionei no texto de ontem vá pros quintos dos infernos.
Boa noite.
Bem, eu não vou ficar cega. Todos já sabiam disso, é claro, mas, vejam bem: quando eu era criança e comecei a apresentar miopia/astigmatismo/etc, uma médica uma vez me disse: "temos que cuidar desses olhos, seria muito triste que olhos tão bonitos perdessem a visão, não é mesmo?". Pronto, estava aí instalada uma de minhas primeiras neuroses: a de que eu ficaria cega. Tem como me culpar? Claro que não, sou inocente, a culpa é toda da médica de minha infância. Pois bem, hoje voltei à oftalmologista, que é uma japonesa brava, a quem chamarei de Dra. Kamikase. Dra. Kamikase ficou alguns segundos me olhando fixamente esperando pela minha risada, que nunca veio, quando eu disse que tinha medo de ficar cega. Acho que ela realmente pensou que era uma brincadeira. Minha mãe, que estava comigo, morreu de vergonha. Agora era só o que me faltava: eu não poder falar pra minha médica meu medo relacionado à especialidade dela. Falo mesmo. Pelo menos ela me acalmou, garantindo que depois da conjuntivite viral podem haver sequelas, mas a cegueira certamente não é uma delas.
UFA.
Nem consigo expressar meu alívio, jemt. Só não abracei a Dra. Kamikase porque, antes, ela resolveu examinar minha pálpebra superior, a MAIS inchada, e virou a bichinha do lado avesso. As lágrimas de dor pulavam dos meus olhos. Saí da médica com minha mãe me amparando, acho que ela pensa que não estou enxerga do nada mesmo, e eu vi que as pessoas na rua passam por mim e ficam me encarando de uma maneira um pouco desagradável.
TÔ FEIA MESMO, VALHEU?
E, depois de saber que provavelmente terei mais UMA SEMANA enfiada dentro de casa e que nem meu namorado eu poderei ver nesse fim-de-semana, eu quero mais é que a Pollyana que eu mencionei no texto de ontem vá pros quintos dos infernos.
Boa noite.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Somatização, talvez seja isso.
Ou talvez seja somente o fato de ter um irmão que estava com conjuntivite até 5 dias atrás. O fato é que eu peguei conjuntivite. Viral. Aquela que não tem os piores sintomas, mas que é a pior em questão de contágio. Sou uma bomba contagiosa, o que significa que essa semana toda estarei em casa. O engraçado é que me dizem que a conjuntivite bacteariana é a pior em questão de dor e incômodo mas a viral já incomoda tanto. Não quero nem pensar como seja a bacteriana. Eu acordo com o olho tão inchado que nem abre. Se abrir, dói. Fechar o olho dói. Abrir o olho dói. Deitar a cabeça também dói. No momento consegui uma trégua da dor e resolvi internetar um pouco. Já fiz tanta compressa com água gelada e pinguei tanto colírio que já estou condicionada. Faz compressa-pinga-cloírio-pega lenço de papel-seca lágrima-joga lenço fora-pega outro-seca mais lágrima. A Kleenex vai lucrar comigo. Ontem depois que soube que essa doencinha pode ter complicações e hoje, depois de me olhar no espelho de manhã, tive a péssima ideia de chorar. Ideia de jerico, como diz minha mãe. Porque aí o olho ruim dói mais e o olho bom fica vermelho e arde, muito. Ou seja, nem chorar minha miséria eu posso. Auto-comiseração, nem a isso tenho direito. Estou mal-humorada porque ficar em casa é a mesma coisa que não ganhar nada, já que sou autônoma. Pra piorar, TPM bombando.
Pollyana já nos ensinou que é importante ver o lado bom das coisas, então hoje fiquei contente porque consegui passar mais de 10 minutos com o olho aberto e estou conseguindo ficar na frente da tela por algum tempo. Hoje de manhã e à tarde isso seria impossível. Comprei meu laptop na hora certa, já que agora pelo menos posso ficar na cama internetando e vendo filmes, isso quando meu olho permite. Outra coisa boa é que aprendi a fazer mousse de chocolate e fica bom mesmo. Leve e aerado. E, claro, outra coisa boa é o meu namorado, que me manda mensagens e grava musiquinhas em minha homenagem, pra me fazer rir. Então viva o olho que agora consegue ficar aberto, viva o laptop, viva a mousse de chocolate e viva meu namorado. Sem ponto de exclamação, porque aí já é exigir demais de mim.
Pollyana já nos ensinou que é importante ver o lado bom das coisas, então hoje fiquei contente porque consegui passar mais de 10 minutos com o olho aberto e estou conseguindo ficar na frente da tela por algum tempo. Hoje de manhã e à tarde isso seria impossível. Comprei meu laptop na hora certa, já que agora pelo menos posso ficar na cama internetando e vendo filmes, isso quando meu olho permite. Outra coisa boa é que aprendi a fazer mousse de chocolate e fica bom mesmo. Leve e aerado. E, claro, outra coisa boa é o meu namorado, que me manda mensagens e grava musiquinhas em minha homenagem, pra me fazer rir. Então viva o olho que agora consegue ficar aberto, viva o laptop, viva a mousse de chocolate e viva meu namorado. Sem ponto de exclamação, porque aí já é exigir demais de mim.
domingo, 13 de setembro de 2009
Legging branca, o pesadelo
Falaram pra mim que a nova namorada/ficante do meu ex rapaz é parecida comigo. Magra, cabelos claros, mesmo estilo. Fiquei particularmente curiosa com relação à essa comparação de estilo e fui ver algumas fotos da moça. E achei-a bonita, sorriso bonito, cabelos bonitos. Pensei "puxa, nem é ruim acharem que somos parecidas". Porque eu já fui comparada a muito cramulhãozinho quando era mais nova, então eu gosto quando os padrões de comparação das pessoas é um pouco mais alto. Meu ego agradece e eu economizo com terapia. Aí eu vi umas fotos em que ela estava usando legging branca com botas pretas. Repito: legging BRANCA com botas pretas. E rodela de blush nas bochechas, não sei se numa tentativa de Sandy ou de festa junina. E aí toda a empatia que havia sentido pela comparação esvaiu-se. Porque falaram que eu e ela temos estilos parecidos. E eu JAMAIS usaria legging branca. Sabe jamais? As in "de jeito nenhum"? Pois é.
Mas ok, a moça continua sendo bonita.
Falemos, então, sobre esse lance chamado legging. Eu acho que essa moda já devia ter passado há muito tempo. Sendo bem sincera, eu acho que a moda nunca devia ter pegado, porque, assim como as famigeradas calças de cintura alta, leggings não ficam bem em qualquer pessoa. E são justamente as pessoas que não ficam bem com elas que insistem em continuar usando-as. E usam com combinações esdrúxulas, tipo legging com sandália de salto. Ou aquelas leggings que têm desenhos. Já vi umas que têm strass. STRASS, minha gente. E aí as fias usam a combinação soprada pelo capeta, que é legging com desenhos, sandália de salto e blusa curta. Eu acho que isso devia ser proibido porque fere as retinas das pessoas que têm um mínimo de senso estético.
Não é que legging seja uma peça de roupa horrenda que ninguém deveria usar, tipo aqueles macacões jeans justos estilo "Gang". Mas não vamos exagerar no uso, né? E vamos escolher cores mais escuras, sem aplicações de nada brilhante e não usá-las com salto.
Bom senso, pessoal. Basta ter um pouquinho e isso já faz a maior diferença na vida dos que te cercam. Tá bom?
Obrigada
Obrigada a todos que deixaram mensagens no post sobre meu avô. Cada mensagem, ligação, email que recebi fizeram a diferença. Eu não pensei que um sms pudesse dar algum tipo de conforto, mas dá sim. SMS, ligação, nem que seja pra dizer "estou com você, fique bem". Faz, sim, muita diferença.
Mais uma vez, obrigada.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
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