Domingo, 5 de Julho de 2009

Boca no trombone - ou - Carta ao Vegas Club

Resumo da história: sexta-feira rolou, no Vegas Club ali na Augusta, a festa Post It, organizada pelo Phelipe Cruz do Papel Pop, blog que leio há bastante tempo. Festa com pop merdão excelente pra dançar e espantar os maus espíritos. Eu amo música pop, de coração. E, pra completar, haveria uma homenagem ao Michael Jackson. Passei a semana vendo o vídeo de "Thriller" e treinando os passinhos em casa pra fazer bonito na hora em que tocasse a música. Passei a semana cantando "Billie Jean". Passei a semana marcando com as amigues de ir nessa festa e desencapetar muito dançando. Chegamos à porta do Vegas cedo, haviam duas filas, uma para cada lado. Não havia ninguém indicando em que fila devíamos entrar, entramos na fila que quisemos. O restante da história vocês podem ler na carta de reclamação que mandei ao Vegas hoje. A carta é grande mas o babado é forte, tenham paciência. No mais, meus lindos pezinhos 35 não pisam naquele lugar. Porque eu não sou palhaça de voltar lá e pagar a entrada que com certeza ajuda a pagar os salários dos seguranças incompetentes e insolentes que maltrataram a mim e aos meus amigos.

"Estamos, eu e meus amigos, PROFUNDAMENTE DESAPONTADOS com a falta de organização da equipe de segurança de vocês ontem para a entrada na festa Post It. Chegamos na porta do Vegas por volta das 23:30 e entramos no final de uma fila. Ficamos ali por volta de UMA HORA, até que um segurança extremamente mal-educado veio nos dizer que onde estávamos não era fila. Que teríamos que mudar para o final de uma outra fila, do outro lado. Mas nós JÁ estávamos numa fila, por uma hora. Não furamos, não nos aglmoeramos, apenas ficamos lá, juntamente com centeneas de pessoas, esperando a entrada na casa. Minha amiga tentou falar com o segurança e ele não respondia ao que ela perguntava. Aí ela levantou a voz para ser ouvida e ele disse que ela teria a entrada dela BARRADA na casa. Repito: ele não a ouvia e ela levantou a voz para fazer-se ouvir. Ela não o maltratou nem o agrediu nem o xingou.

Eu fui falar com um homem que parecia ser o chefe da segurança, perguntei se a fila em que estávamos seria liberada para a entrada, e ele me disse que estavam deixando entrar 5 pessoas de uma fila e 5 da outra, e que era só aguardarmos. Minutos mais tarde o segurança, o que disse que barraria a entrada de minha amiga (e que se identificou como Pedro e não quis nos informar o sobrenome), chamou as pessoas da nossa fila e nos fez formar outra fila, organizada, para que entrássemos. Ficamos nessa fila por mais de meia hora e não nos deixavam entrar. Liberavam a entrada de pessoas na fila que eles disseram ser a original e nós, que estávamos na fila FORMADA PELO SEGURANÇA, não podíamos entrar. Mais uma vez minha amiga foi tentar falar com o Pedro, mas ele se recusava a a falar com ela, dizendo que ali ela não entraria. Ela, obviamente, se exaltou e falou alto com ele mais uma vez. Foi quando o chefe da segurança, que havia falado comigo, veio intervir na discussão. E começou a falar que todos nós que estávamos naqquela fila estavam tentando FURAR desde o começo.

Que tipo de serviço de segurança e organização é esse? Que tipo de segurança vocês contratam para trabalhar aí? Fui tentar argumentar com o chefe de segurança, dizendo que estávamos na fila que o Pedro havia formado. E o que ele fez? Me chamou de mentirosa, disse que conhecia gente como eu, que tenta dar um jeitinho brasileiro para tudo. Disse que estava ali e viu que o segurança não havia formado fila alguma. Me chamou MAIS UMA VEZ de mentirosa e disse que lembrava de mim, que eu havia falado com ele antes e ele já tinha me avisado que aquela fila estava errada. E, MAIS UMA VEZ, disse que eu estava tentando dar um jeitinho brasileiro. Eu tenho diversas testemunhas. Eu nunca me senti tão desrespeitada, e isso que eu estava apenas tentando entrar no Vegas e curtir a noite com meus amigos. Eu não estava ali para badernar. Eu não estava ali para furar fila. Acredito que vocês obtenham lucro vindo de pessoas como eu, que comparecem à Casa. Então é esse o tratamento que os clientes do Vegas recebem? Ser chamada de mentirosa é o que ganho por ficar uma hora e meia NA FILA? Eu não consigo nem exprimir o quanto eu estou brava por ter ouvido essa calúnia vindo de um funcionário de vocês.

Fica a certeza de que eu e meus amigos não colocaremos mais os pés no Vegas. Fica a certeza de que o Vegas não se importa com seus clientes, visto que os hostesses estavam ali e não tentaram intervir em momento algum. Veja bem, no meu grupo de amigos há jornalistas, designers, uma maquiadora, eu sou professora de Inglês. Não somos baderneiros. Somos profissionais, pagamos impostos, só queríamos nos divertir e prestigiar a festa Post It. E o que ouvimos? Que não poderíamos entrar, que somos mentirosos e que, se quiséssemos, podíamos chamar a polícia. Tenham a certeza que tudo que eu puder fazer de propaganda negativa sobre a organização do Vegas, eu farei. E espero que vocês conheçam a máxima de que um cliente satisfeito fala sobre a empresa para, no máximo, 3 pessoas. Já um cliente insatisfeito, fala sobre a empresa para mais de 10. E isso é o que vocês recebem por não levarem a sério a máxima de que "cliente tem sempre razão".
Meu telefone é XXXX-XXXX, caso vocês tenham a decência de entrar em contato comigo para, ao menos, pedirem desculpas por esse ocorrido tão desagradável."

Depois da noite de ontem, vou demorar muito pra ter vontade de sair de novo. Sair pra me divertir e só me estressar? Ver gente furando fila? Aguentar desaforo de segurança com síndrome de porteiro? Prefiro fazer meus home botecos. Ouço a minha música, gasto pouco e, se ficar bêbada, já caio direto na cama.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Do you remember the time?

Escrevi esse texto no meu blog em Inglês e resolvi postar aqui também. Desculpem-me, mas não tenho tempo de traduzir agora, então vai assim mesmo! (fl, pode praticar a leitura aqui, hehehe!!!!)



I vividly remember. Me and my aunt, a huge Michael Jackson fan, in her living room listening to some of his albums. "I just can't stop loving you" was playing and we were singing it LOUD. I mean, really loud. I had the lyrics in my hands, since I wasn't fluent in English yet. Actually, in those times I had no idea I'd become an English teacher one day, but this is another subject. My aunt knew all the lyrics by heart, she had all his albums, she was really crazy about every little thing he 'd made. She used to be such a cool person, I don't know why years came by and she became so boring. Again, another subject. So, there we were, singing out loud. And I started crying. Because I was madly in love with a boy and he didn't even know about it. I think he suspected, everybody suspected. He is my aunt's cousin, but me and her are not blood related, so he isn't either. Anyway, my family and her family are very close and it was like he was family too. Inside my crazy teenage mind, he should never know because "our" love was forbidden, we were like family. Oh my God, how silly was I? My aunt knew about my secret love and hugged me - she understood why I was crying. And we kept singing along together.

I also remember when he launched "Black and White". I was in a friend's house, it was a nice evening and we were all utterly impressed by all that technology of turning people's faces into other people's faces. It was SO wow... I remember when "Thriller" was launched, I was a little child and felt terrified by all those monsters. I sang along with him in some language I believed it was English when he sang "Beat it". I was very impressed by all the break dance, his moves were so amazing. When "We are the World" was all and about in all the radio stations I used to ask the school's bus driver to turn up the volume because I loved that song. I love it 'til nowadays, actually. When I found out that Billie Jean was not his lover, she was just a girl saying that he was the father of her child, I was apalled. I had always thought she was his lover!

I still can't believe we are in a world where there is no Michael Jackson anymore. I'm not a person who cultivates idols and I can't say I'm a fan of anyone or anything, but I do have some artists that I deeply admire. Madonna, Muse, Michael. He's part of my childhood memories. He was one of the artists who "taught" me how to speak English. I love many of his songs and I think he was genius. And just like all the geniuses, he was tormented and lonely. And I won't even start with all that pedophilia accusations he got years ago. I think he died alone. The King of Pop died completely and deeply alone. The greates entertainer the world had ever had so far, a man who influenced all the coming generations, completely alone.

How sad is that?

May he truly rest in peace and his kids can grow without all the media lurking them around.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Scraps pro além

Ah, o cerumano e sua imensa necessidade de inclusão. De fazer parte, seja do que for. De falar, seja o que for e na hora que for. Às vezes eu me sinto muito Ford Prefect, do "Guia do Mochileiro das Galáxias". Porque muitas vezes eu não me sinto parte do todo. Não me sinto parte nem de uma metadinha que seja. E aí fico de fora, observando o populacho, sem conseguir entender patavinas do que essas pessoas fazem. Vejo algumas coisas e me pergunto "o que motivou esse cerumano a fazer isso? Que caralho de motivação foi essa? Por que, ó Senhor, por que?".

Hoje eu recebi uma notícia muito, muito triste. Um colega meu morreu de leucemia. E tirando toda a parte em que isso me fez pensar, repensar, ponderar e lembrar de várias coisas, eu fiquei bastante chocada com a nova tendência da falta de noção: deixar scraps pra gente que morreu. A página do rapaz está cheia de recados de pessoas se despedindo e dizendo que ele fará falta. Só eu acho isso o cúmulo da morbidez?

Uma coisa é alguém realmente próximo à pessoa tomar atitudes desesperadas pela falta que sente. Pela saudade, pela dor. A dor nos leva a fazer coisas incompreensíveis, mas que não precisam de explicação ou sentido, justamente por terem sido motivadas pela dor. Ver alguém que você ama definhar é quase definhar junto, um pouco por dia. Mas pessoas distantes tomarem atitudes incompreensíveis só pra fazerem parte de um momento que é tão difícil, NÃO. Isso não é homenagear alguém querido que se foi, isso é ter uma falta de noção que beira o absurdo e uma morbidez digna de tratamento.

Passei a tarde toda pensando em como vou escrever todas as minhas senhas num papel e entregar pra alguém de máxima confiança com a recomendação: "se eu bater as botas, DELETA TUDO". Porque se algum cerumano xexelento me deixar scrap, eu volto do além e faço cuecão no dito cujo, só pra parar de gracinha.


Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Um post meloso

Eu gosto de pimentas. Tanto de comida apimentada quanto da figura da pimenta, aquela coisa vermelha com a ponta verdinha. Cresci numa família cheia de crenças e, no meio de tantas, uma delas é a de que pimentas afastam a energia negativa. E dá-lhe decorar a casa com pés de pimenteira. Acho legal isso de haver um vegetal bonito que vence o mal e espanta o temporal. Imagine se chuchus espantassem urucubaca. Ou então jacas. Eu não ia gostar de ter chuchus ou jacas em casa pra espantar os maus espríto. Pimentas são fofas. E combinam duas cores que eu amo: vermelho e verde.

Fato é que eu não saio por aí dizendo se gosto desse ou daquele vegetal - mesmo porque, né. Vai que eu fosse fã de nabo. As pessoas poderiam maldar. Eu até tenho um colar com umas pimentas de pingente, mas eu não o uso sempre, é um colar grandão. Ou seja, fica difícil saber desse meu apreço por pimentas.

Meu namorado me deu um cordão prateado (eu não uso dourado e ele percebeu isso) com um pingente lindo de uma pimentinha vermelha. Fiquei surpresa: "ué, como você sabe que eu gosto de pimentas? Eu te contei?". E ele respondeu que não, eu não havia contado. E emendou "que raio de namorado seria eu se eu não soubesse disso?".

E eu fiquei toda boba. Por ter ao meu lado alguém que não só me aceita exatamente como eu sou, sem querer mudar nadinha; como também por ter ao meu lado um homem que preste atenção aos detalhes que me fazem feliz. Alguém que não tem problema nenhum em falar tudo o que sente, que não tem problema nenhum em ter uns repentes ridículos que só pessoas apaixonadas sabem como são.

Com ele eu tenho aprendido isso: que eu posso demonstrar de coração o que eu sinto, sem medo. E que ser ridícula e, PASMEM, um pouco (um pouco! E não na frente dos outros!) melosa faz parte dessa coisa brega chamada amor.

T., eu te amo.


Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Voulez vous manger de soup avec moi, ce soir?

Alegria é ir dar a última aula do dia, chegar na casa da minha aluna (a única que tem aulas em casa, privilégio) e encontrar a mesa do jantar posta. O namorado dela, francês E chef (timete!) havia feito sopa de bacalhau pro jantar e queria que eu jantasse com eles. Aula de conversação com sopa de bacalhau deliciosa, quentinha e temperada, um tiquinho de vinho (minha aluna bebeu e soltou o verbo. Eu estava trabalhando, tomei um gole apenas), pão caseiro e bombons de sobremesa. Saí de lá muito "aconchegada", sabem? Uma aula assim por semana e meu stress diminuiria consideravelmente.

Tristeza é ver que ficar sem estudar Francês por tantos anos fez com que o que eu havia aprendido praticamente sumisse. Tudo que eu consegui entender foi depois de falar inúmeras vezes ao Monsieur: "parlez doucement, s'il vous plaît". Devagar aí, Senhor U La La, que eu sou nível pré-iniciante. E pra falar, que vergonha. Nessas horas ser professora é bem ruim. A auto-crítica atinge níveis estratosféricos, eu fico neurótica por falar errado. Oui, é uó.

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Sem rotina

Essa vida de professora particular é assim: num dia está tudo bem, no dia seguinte um aluno seu é transferido pra Brasília, o outro sai da empresa e o outro decide parar o curso porque mora em Campinas e a vida é corrida. E aí você tem que arrumar alunos novos e modificar toda a sua rotina. Na verdade, professor particular não tem muita rotina além de: sair de casa às 6:30, voltar depois das 22:00 e almoçar depois das 14:00. É assim. Então vou refrasear: aí você tem que arrumar alunos novos e mudar todo o seu horário. E dá-lhe negociar com os já alunos pra mudar um horário aqui e outro ali pra poder encaixar alunos novos que só podem em tal horário. Aí a professora de dança me avisa que vão abrir uma nova turma, só para convidados, só com o pessoal mais "jovem" e você fica toda prosa por ter sido convidada e por ser considerada jovem. Emoçã, amigos, emoçã. Mas a aula nessa nova turma é às 19:30 de uma segunda-feira. Segunda-feira, aquele belo dia em que você dá aula até 22:30. Aí toca falar com mais alunos e remanejar tudo novamente, tudo pra poder sacolejar as condongas às segundas-feiras sem problema algum.

Eu sempre tenho que me adaptar. Não estou reclamando, eu me canso mas amo o que faço.

Aí tem gente que diz que não sou flexível. Merece ou não merece um CROQUE?

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Não sou mimada! Não sou! Não sou! *bate os pés*

Tem esse amigo meu, muito querido, que, por obra de um coração cego e de uma paciência infinita, namorou com essa moça muito chata por alguns meses. Ambos são da dança, ambos estão na lista de emails.  Acontece que, ao contrário do meu amigo, que é uma pessoa normal que cria laços e sabe ser agradável com as pessoas de quem ele gosta, a menina, que chamarei aqui carinhosamente de Bolha, nunca estabeleceu laços com ninguém. E estamos falando de um grupo de pessoas que conseguiu ser legal comigo, que durante meses, fui bem, bem, bem, bem na minha nas aulas de dança. Bolha passou meses na rabeira do meu amigo, indo aos lugares porque ele ia, indo aos eventos porque a convidavam por educação. Ela nunca percebeu isso. Bolha é mimada. MUITO mimada. Daquelas meninas de 20 e poucos anos que parecem adolescente falando. Que posam de super maduras e entendidas em relacionamentos mas dão mais atenção ao cachorro do que ao namorado. Bolha não faz estágio, apesar de estar no último ano da faculdade. Bolha só fala sobre compras, apartamentos luxuosos, amigas "BFF", a cachorra dela, mais compras, mais compras. Eu sempre a achei chata e mimadinha demais. Sempre. E não só eu, muitas pessoas acham-na insuportável.

Enfim, o namoro acabou, ufa. Sabe-se lá por que caralhos ela, ontem, foi perguntar para o meu amigo se EU a odeio e o quanto eu a odeio. Ele veio me perguntar e eu disse: "não a odeio, só acho que ela é uma menina mimada e insuportável". Aí ele quis saber se podia dizer isso a ela, já que ela estava perguntando.

Gente, perguntou, quer saber. Eu sou educada com a pessoa, não trato mal, não viro a cara, não dou respostas escrotas, mesmo ela merecendo. Sérião, sou uma lady, embora não pareça. Mas meu lema é: se me perguntou, mesmo que indiretamente, eu vou responder. Se é alguém de quem gosto posso amenizar minha opinião, mas eu realmente acho que quem pede opinião tem que estar preparado pra ouvi-la. Eu não saio perguntando pras pessoas que não amo o que elas acham de mim, simplesmente porque 1: foda-se, e 2: eu não quero saber. 

Então meu amigo falou para ela: "A Camis te acha mimada. Mas não é só ela que acha isso".

Claro, ele falou porque, com isso, sentiu um pouco do doce gostinho da vingança. É legal ser escroto com quem foi escroto com a gente, parece que a vida fica menos injusta e o Universo mais balanceado.

E, claro, Bolha ficou putinha da vida. Comigo e com toda a torcida do Corínthians que acham que ela é mimada. Ela disse que não é, que as pessoas fazem mal juízo dela porque não a conhecem, que ela não se mostra mesmo pra quem ela não quer, blablablabla whiskas sachê. Até o show da Madonna com essa menina do meu lado ficou chato. Eu mudei de lugar pra poder pular e gritar bastante, já que ela só queria ficar sentada. "Bolha" não é à toa.

Depois de protestar dizendo que ela não é! Não é! Não é! Não é mimada, o que ela fez? Entrou no msn com o seguinte nick:

Bolha, agora na versão mimada.

Agora me diz, é ou não é pra tomar uma chineladas na ideia, pra ver se vira gente?

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Fura fila

Outro dia eu estava no Terminal Tietê esperando o horário do meu ônibus. Pra matar o tempo, decidi comer um doce. Eu adoro matar o tempo comendo. Se for algo gorduroso ou doce, melhor ainda. Rumei para a Casa do Pão de Queijo, que oferece um dos melhores quindins que já comi. É isso mesmo: quindim, não pão de queijo. Acho o pão de queijo de lá ok, mas, emc compensação, me delicio com o quindim.

A Casa do Pão de Queijo do Tietê está sempre lotada. Seja às 5 da manhã seja à meia-noite, é certeza de fila longa. E, sendo um local dentro de um terminal rodoviário, supõe-se que a maioria ali tem certa pressa pois tem horário para pegar ônibus. Era o meu caso nesse dia. Entrei na fila interminável e fiquei esperando. Quando eu estava quase lá, vi que uma mulher estava se aproximando pela lateral para fazer uma das coisas que eu mais abomino no mundo: furar fila.

Interlúdio explicativo:
Fure fila na minha frente pra você ver o que acontece. De 1,58 eu passo a ter 1,80 de tanto que eu cresço com a braveza. E eu não deixo passar na minha frente, a não ser em caso de morte. Eu brigo mesmo. Uma vez estava numa fila gigante de balada, 5 da manhã, louca para ir embora. Aí um sacripantas resolve furar fila na minha frente fazendo outra coisa que eu também abomino: jogando um xaveco tosco. Pronto, estava ali a personificação de dois comportamentos que eu não suporto. Ou seja, estava ali, em minha frente, o casqueré sanguinolento. Eu na boca do caixa, pronta pra pagar, e ele tentando me xavecar achando que eu não havia percebido a estratégia mirim. Aí quando ele disse: "vou ficar aqui com você, nós pagamos as comandas e depois você me dá seu telefone". Senti-me ultrajada, sabem. Vai tomar no cu, né, palhaço. Quer insultar a perspicácia de alguém, insulte a daquela menina que está com o pescoço torto de tanto jogar os cabelos pros lados, não a minha. Aí eu disse, super delicadamente: 

- Não, não pagaremos juntos e, se você quiser algum telefone, terá que ir pro fim da fila. Na minha frente você não passa. E se continuar me enchendo, eu chamo o segurança. 

Ele riu. Amigos, ele riu. Olhou pra folha de cheque que eu estava preenchendo e falou:

- Nossa, minha mãe tem o mesmo sobrenome que o seu! É destino... Mas olha, a menina ali atrás deixaria eu furar fila, viu...

Foi quando eu perdi totalmente a paciência, disse que a árvore genealógica dele não me interessava, que se a menira era idiota era problema dela e chamei o segurança. Aí ele saiu de lá me xingando de mal comida. Porque é assim: você contrariou um machinho, você é mal comida.

Então é isso: nunca furem fila na minha frente que eu perco minha finesse.

Fim do interlúdio

Voltemos à mulher que estava prestes a furar fila. Bem na minha vez. Quando eu dei um passo à frente para fazer meu pedido, ela se adiantou e perguntou à moça do caixa qual era o preço do chiclete. A moça respondeu e ela:

- Me dá 3 pães de queijo.

Pãnico nas ruas, caros colegas. Porque o meu sangue ferveu e tenho certeza que até saiu pelas minhas narinas em forma de vapor. Respirei fundo e travei o seguinte diálogo:

Eu: - Senhora, se quiser pedir pão de queijo, entre na fila.
Ela: - Ah, eu nem vi a fila. Estou com tanta fome...
Eu: - É, eu também. E entrei na fila pra pedir. Então eu faço meu pedido e a senhora entra na fila.
Ela: - Mas meu bebê está com fome e eu também.
Eu: - Ótimo, é só entrar na fila que sua vez já vai chegar.

Se eu não tenho coração? Tenho sim. Mas ninguém morre de fome por esperar 5 minutos. E uma coisa é chegar para MIM e explicar a situação, outra, bem diferente, é furar fila e tentar dar uma de espertinha. Meu cu de azul com glitter na Avenida Paulista pra gente assim. A moça do caixa me deu razão, a mulher foi pra fila resmundando e eu pedi meu quindim. Deleitei-me calmamente e fui em direção à escada rolante. Foi quando vi a mulher mal-educada. E fiquei olhando para ver para onde ela iria e qual era o tamanho do tal do bebê.

O bebê, minha gente, ou melhor, o "bebê" era um rapagão de uns 10 ou 12 anos. Ou seja, ou aquilo é uma obra miraculosa da natureza e temos ali um bebê enorme e pré-adolescente ou então temos mais um entre os milhões de casos de pessoas que se fazem de coitadinhas pra onseguir o que querem.

Eu fico com a segunda opção.  E é por isso que eu não me compadeço de gente que faz cara de cachorro doente.

Beijos,

Camila Desalmada

ps: minhas amigas também odeiam furões. Uma vez estávamos na fila enorme do único caixa eletrônico de Arraial D'Ajuda. No Revéillon. Era MUITA GENTE na fila. Aí um cara chegou e falou: "vou entrar aqui com vocês". E nós não deixamos. Eu criei caso e minhas outras duas amigas, idem. E a namorada do cara rindo. Isso mesmo, rindo. E o cara achando que tinha razão. Se meu namorado faz uma coisa dessas eu juro que puxo ele pela orelha e levo pra bem longe dali. Ou largo ele sozinho pra nunca mais voltar. Tenho pãnico de gente folgada que acha que pode tudo.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Difícil

Vocês já perceberam como é realmente difícil não esperar nada das pessoas?

Sempre, sempre ouvi isso: "não espere nada das pessoas, pois isso só causa sofrimento". E é verdade. Mas quando você espera coisas normais e consideradas até necessárias de alguém muito próximo, como por exemplo, sua mãe; e ela não corresponde, é muito, muito difícil.

Eu diria que é frustrante. Mas esse será meu lema a partir de agora.

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Tõ vivão

Sem tempo, galere.

E nossa, desde que criou-se o termo "blogosfera" e as pessoas começaram a achar que suas opiniões valem muita coisa e que elas são muita coisa, peguei a maior preguiça. Saudade da época dos blogs diarinho, viu.

Se bem que naquela época não proliferavam por aí blogs de beleza e culinária, meus quase vícios atuais. Ou seja, o mundo é injusto e não faz o menor sentido.

Então fiquem com a imagem que vale mais que mil palavras.